BRIDA: Livro e Novela

O Precursor da Auto-ajuda e do Coaching.

Brincadeiras à parte, Curto muito os livros do Paulo Coelho, sou colecionadora, inclusive, de algumas antiguidades literárias do autor.
Mas sobre Brida, a verdade precisa ser dita, é um livro que bebeu muito na fonte da auto-ajuda.
A história gira em torno da tragetória de Brida O'Brien uma jovem que procura a compreensão de si mesma através do descobrimento de conhecimentos de magia. Como os demais textos do gênero, em geral, apresenta-se como um guia, uma metodologia para a conquista do sucesso material ou realização pessoal, que no caso consubstancia-se através da história da personagem e seu crescimento pessoal, descobrindo-se como feiticeira.

O problemático folhetim da extinta Rede Manchete

Infelizmente a tentativa de adaptar o best-seller para as telinhas deu incrivelmente errado. Acredito que tenha sido um conjunto de problemas: baixo orçamento, má produção, falta de comprometimento (soube até que houve greve dos atores), entre tantos outos...
Porque, na minha opinião esse é um dos melhores livros de Paulo Coelho. Um livro lindo, tão recheado de lições, história de amor, lugares lindos... Nas mãos certas, acredito que teria sido um grande sucesso.


Problemática produção da Manchete que culminaria com o fim da emissora.

A novela foi baseada na obra de Paulo Coelho. O fato do livro ter sido um sucesso de vendas (na época da estréia da novela, ele já havia sido lançado 86 vezes) excitava a emissora a investir na novela.Brida tinha um custo caro para os padrões da Manchete. Mesmo não sendo uma novela de época, os recursos que precisavam ser utilizados se mostraram dispendiosos, mas a direção da rede decidiu arriscar.

A produção ntrou no ar com um custo alto e, além disso, os patrocinadores tinham um contrato de risco com a emissora. De acordo com esse contrato, só haveria patrocínio se a novela passasse dos 5 pontos de audiência. A previsão da emissora era de que a novela atingisse 10 pontos, mas a audiência estacionou nos dois. Sem patrocínio, a Manchete ficava no prejuízo. Mesmo recorrendo às velhas fórmulas para alavancar a audiência, como erotismo, a novela não emplacou.

Brida estreou no dia 11/08/1998 às 19 horas, mas o horário foi cancelado e a partir de 14/09 passou para as 22h20. A novela começou a ser escrita por Jayme Camargo que a levou até o capítulo 14. Sônia Mota e Angélica Lopes continuaram. As autoras foram escolhidas para que o público feminino tivesse mais identificação com a novela.

Brida significava o desperdício do que poderia ter sido uma ótima história, e a conseqüência da situação econômica do país. Aliado aos problemas da novela, os juros das dívidas da TV Manchete cresciam. Em outubro de 1998 o elenco entrava em greve por falta de salários. O vice-presidente da emissora confessou ao elenco "que o fracasso da novela esgotou os recursos da empresa"

Sem ter o que fazer, a direção da rede decidiu tirar Brida do ar na sexta-feira da mesma semana: em 23/10/1998 a emissora interrompeu subitamente a trama, apresentando uma narração que explicava qual seria o desfecho da história. O final narrado pelo locutor oficial da Manchete, Eloy De Carlo, foi improvisado naquele dia, no qual poucos imaginavam o que estava acontecendo. A pergunta era uma só: "a novela acabou?" Ninguém sabia ao menos se ela voltaria ao ar na segunda-feira seguinte.

Anúncios de uma reprise de Pantanal começavam a ser exibidos. Sem anunciar o horário de exibição, muitos acreditaram que se abriria um novo horário de novelas. Juntamente com o fim de Brida, o restante da emissora também se esvaziava.

O apresentador de telejornal da Manchete Augusto Xavier estreou como ator nessa novela. Mas depois voltaria a apresentar telejornais.